Com base nos 111 sistemas ecológicos de Mato Grosso, divide-se o Estado, atualmente, em 11 regiões agroecológicas, a saber:
1 - Floresta Amazônica - Vocação florestal em ambiente de alta pluviosidade. Nativamente, a região indica o cultivo de essências vegetais perenes. Aconselha-se ao explorador agropecuário o aproveitamento de pequenas parcelas numa matriz florestal. Na alternância agricultura-pecuária, a fase pecuária deve ser prolongada (8 a 10 anos).
Municípios afetados: Alta Floresta, Apiacás, Aripuanã, Carlinda, Castanheira, Colíder, Cotriguaçu, Guarantã, Juruena, Matupá, Nova Canaã do Norte, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte, Carlinda, Novo Mundo.
2 - Floresta Amazônica de Transição - Vocação florestal. Aconselha-se ao explorador agropecuário a cultura perene amazônica. A agropecuária procede, se por rotação agricultura/pecuária. Na alternância agropecuária, a fase pecuária deve ser mais prolongada.
Municípios afetados: Brasnorte, Cláudia, Itaúba, Juara, Juína, Marcelândia, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Santa Carmem, São José do Rio Claro, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Vera, Feliz Natal, Nova Ubiratã e União do Sul.
3 - Savanas e Campos da Chapada dos Parecis - Tradicionalmente a região é denominada cerrado. Aconselha-se ao explorador agropecuário a rotação agricultura/pecuária, um misto de cultura perene diversificada e pecuária. Na hipótese de cultura branca anual agrícola, aconselha-se o uso de cortinas verdes protetoras e parcelas de cultura perene diversificada. O terreno dedicado à cultura branca anual deve descansar por meio de plantação de forrageiras ou adubação verde.
Municípios afetados: Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Campo Novo do Parecis, Comodoro, Diamantino, Juína, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nobres, Sapezal, Nova Lacerda, Sorriso, Tapurah.
4- Savanas e Florestas de Transição do Xingu - O terreno desdobra-se em duas faixas: norte e sul.
Na faixa norte, ocorre a vocação florestal, com tratamento acima indicado no nº. 2. Afeta os municípios de Paranatinga, São José do Xingu, Peixoto de Azevedo, Vera e Gaúcha do Norte.
Na faixa sul, ocorre ambiente semelhante ao indicado no nº. 3. Afeta os municípios de Paranatinga, Canarana e Gaúcha do Norte.
5 - Florestas subcaducifólias e Savanas do Sudoeste - Predomina a hetennrogeidade de situações de terreno e de flora natural, ou seja, múltiplos sistemas agroecológicos. Ao explorador agropecuário são oferecidas situações contidas nos números acima indicados 2 e 3. Entretanto, a fragilidade do solo exige cuidados e proteção especiais.
Municípios afetados: Pontes e Lacerda, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
6 - Contato de Savana, Floresta Amazônica e Floresta de Transição do Nordeste. Ocorre multiplicidade de sistemas agroecológicos.
Na região de florestas, aconselha-se o tratamento indicado acima no nº 2. A produção de lavoura branca deve concentrar-se nos topos interfluviais de solo mais argiloso.
Na savana aberta do extremo noroeste, a pecuária recomendada é apenas a semi-intensiva. As planícies do Araguaia apresentam menos capacidade para agricultura.
Devido à variedade de situações, indicamos os municípios em conjunto: Confresa, Luciara, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, São José do Xingu e Vila Rica.
7 - Savanas e Campos do Médio Araguaia - Região de cerrado. Ao explorador agropecuário aconselha-se rotação de cultura branca anual com pecuária. Em solo arenoso, recomenda-se apenas a pecuária extensiva. Nos campos e savanas mal drenados, recomenda-se a pecuária extensiva e quando muito a semi-extensiva.
Municípios afetados: Água Boa, Araguaiana, Araguainha, Barra do Garças, Cananara, Cocalinho, General Carneiro, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Primavera do Leste, Tesouro, Torixoréu.
8 - Vegetação de Contato das Florestas Subcaducifólias e Savanas do Sudoeste - Região de alto potencial agrícola, necessitando de maiores estudos.
Afeta os municípios de Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Denise, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Indiavaí, Jauru, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nova Olímpia, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu, São José dos Quatro Marcos, Tangará da Serra.
9 - Savanas da Baixada Cuiabana - Região de capacidade limitada para agricultura, devido ao ambiente mineral do solo. Ao explorador agropecuário aconselha-se pastagem cultivada. Setores de pequena extensão e dispersos (manchas) permitem lavoura.
Municípios afetados: Acorizal, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Nobres, Nova Brasilândia, Nossa Senhora do Livramento, Planalto da Serra, Rosário Oeste e Várzea Grande.
10 - Savanas do Sudoeste - Os solos de maior fertilidade se encontram prejudicados por fortes declives. Ao explorador agropecuário aconselha-se a integração de pecuária com culturas permanentes. A produção agrícola deve concentrar-se nos cerrados planos.
Municípios afetados: Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Campo Verde, Dom Aquino, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Juscimeira, Pedra Preta, Poxoréo, Rondonópolis, São José do Povo.
11 - Campos e Savanas Pantaneiros - Vocação faunística. Região rica em forrageiras naturais. Ao explorador aconselha-se a pecuária extensiva com aproveitamento de forrageira nativa.
Municípios afetados: Barão de Melgaço, Cáceres, Itiquira, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Santo Antônio do Leverger.
Áreas Antrópicas
Por área Antrópica entende-se aquelas cuja interferência humana se faz presente. As modificações ambientais causadas pelo homem quer seja com o intuito de trabalhar a terra para culturas, pastagens e atividades afins, quer seja para a simples derrubada em prol do aproveitamento das madeiras provocam substanciais alterações à ecologia. Em face destas transformações artificiais, os sinais emitidos por radar denotam um padrão de imagem sui generis. Os locais destruídos destacam com perfeição as formas geométricas a que foi submetida a área trabalhada. Pode-se assim avaliar o progresso dos trabalhos, a paralisação e/ou mesmo a recomposição de uma determinada superfície, sempre que nela atue um fator de destruição.