Dois banheiros são usados como laboratórios para realização de exames de pacientes da rede pública de saúde de Várzea Grande. Esta não é a única cena de descaso do Laboratório Municipal (Lamu), que amontoa no chão as sacolas de lixo com materiais contaminados, além de armazenar de maneira inadequada materiais inflamáveis em local sem ventilação e de passagem de funcionários. É neste cenário que trabalham os agentes administrativos, ocupando cargos de digitadores, em uma sala rodeada por 3 laboratórios de análise de materiais, como sangue, urina e fezes.
Apesar da situação, eles tiveram o adicional de 40% por insalubridade cortado pela Prefeitura. A categoria havia programado uma greve para esta semana, mas a digitadora Soyane Duarte Andrade acusa a diretora do Lamu, Osmeire de Oliveira Robles, de ameaçar os funcionários contratados e concursados para coibir a manifestação.
Soyane conta que há 2 meses o benefício foi cortado e na semana passada teve uma reunião para tratar o assunto. A Prefeitura, conforme Soyane, se comprometeu em pagar a diferença salarial, mas não o fez, motivando a paralisação. "Estava tudo certo para a greve, mas Osmeire ligou para os funcionários e falou que os contratados seriam demitidos e os concursados colocados à disposição".
A digitadora foi a única a se manter firme na paralisação e na manhã de ontem pediram que ela assinasse um documento assumindo a organização da greve.
Outro lado - Osmeire destaca que os banheiros podem ser utilizados para análises laboratoriais, pois foram interditados para outros fins. Ela afirma que os contêiners para acomodar o lixo já foram licitados.
Quanto a greve, Osmeire desmente que tenha ameaçado funcionários. Ela diz que pediu à categoria aguardar até quinta-feira, prazo solicitado pela Prefeitura. A diretora diz que os funcionários que tiverem direito receberão adicional por insalubridade. Ela entende que os funcionários não correm riscos.
A Gazeta